quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pois é


Ontem a CBF desenterra Dunga. Hoje, o Flamengo ressuscita Luxemburgo.
Viva o futebol brasileiro!!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Para começar bem a segunda

MARAVILHOSO ESSE ARTISTA

Observe com atenção.
O papagaio é na realidade uma mulher
que posou para Johannes Stötter.
O artista  passou semanas planejando a transformação.
Repare que uma das pernas da mulher formou a cauda da ave e, a outra, uma asa.
Um braço da modelo originou a cabeça e o bico.
(se quiser saber mais, acesse
http://www.johannesstoetterart.com/)

sábado, 19 de julho de 2014

Rubem Alves já é saudade!...


Escritor e educador Rubem Alves morre em Campinas aos 80 anos

Ele estava internado desde 10 de julho e teve falência múltipla de órgãos.
Mineiro, educador era um dos intelectuais mais respeitados do Brasil.


E entre tantos textos maravilhosos destaco:

Você pode não acreditar, mas é verdade: muitos anos atrás a terra era um jardim maravilhoso. É que os anjos, ajudados pelos elefantes, regavam tudo, com regadores cheios de água que eles tiravam das nuvens. Esta era a sua primeira tarefa, todo dia. Se esquecessem, todas as plantas morreriam, secas, estorricadas... Para que isso não acontecesse, Deus chamou o galo e lhe disse: - Galo, logo que o sol aparecer, bem cedinho, trate de cantar bem alto para que os anjos e os elefantes acordem... E é por isto que, ainda hoje, os galos cantam de manhã... Flores havia aos milhares. Todas eram lindas. Mas, infelizmente, todas elas eram igualmente vaidosas e cada uma pensava ser a mais bela. E, exibindo as suas pétalas, umas para as outras, elas se perguntavam, sem parar: - Não sou a mais linda de todas? Até pareciam a madrasta da Branca de Neve. Por causa da vaidade, nenhuma delas ouvia o que as outras diziam e nem percebiam que todas eram igualmente belas. Por isso, todas ficavam sem resposta. E eram, assim, belas e infelizes. No meio de tanta beleza infeliz, entretanto, certo dia uma coisa inesperada aconteceu. Uma florinha, que estava crescendo dentro de um botão, e que deveria ser igualmente bela e infeliz, cortou uma de suas pétalas num espinho, ao nascer. A florinha nem ligou e vivia muito feliz com sua pétala partida. Ela não doía. Era uma pétala macia. Era amiga. Até que ela começou a notar que as outras flores a olhavam com olhos espantados. E percebeu, então, que era diferente. - Por que é que as outras flores me olham assim, papai, com tanto espanto, olhos tão fixos na minha pétala...? - Por que será? Que é que você acha?, perguntou o pai. Na verdade, ele bem sabia de tudo. Mas ele não queria dizer. Queria que a florinha tivesse coragem para olhar para as vaidosas e amar a sua pétala. - Acho que é porque eu sou meio esquisita..., a florinha respondeu. E ela foi ficando triste, triste... Não por causa da sua pétala rachada, mas por causa dos olhos das outras flores. - Já estou cansada de explicar. Eu nasci assim... Mas elas perguntam, perguntam, perguntam... Até que ela chorou. Coisa que nunca tinha acontecido com as flores belas e infelizes. A terra levou um susto quando sentiu o pingo de uma lágrima quente, porque as outras flores não choravam. E ela chamou a árvore e lhe contou baixinho: - A florinha está chorando. E a terra chorou também. A árvore chamou os pássaros e lhes contou o que estava acontecendo. E, enquanto falava, foi murchando, esticando seus galhos num longo lamento, e continua a chorar até hoje, à beira dos rios e dos lagos, aquela árvore triste que tem o nome de chorão. E das pontas dos seus galhos correram as lágrimas que se transformaram num fiozinho de água... Os pássaros voaram até as nuvens. - Nuvens, a florinha está chorando. E choraram lágrimas que se transformaram em pingos de chuva... As nuvens choraram também, juntando-se aos pássaros numa chuva enorme, choro do céu. As lágrimas das nuvens molharam as camisolas dos anjinhos que brincavam no céu macio. E quiseram saber o que estava acontecendo. E quando souberam que a florinha estava chorando, choraram também... E Deus, que era uma flor, começou a chorar também. E a sua dor foi tão grande que, devagarinho, como se fosse espinho, ela foi cortando uma de suas pétalas. E Deus ficou tal e qual a florinha. E aquele choro todo, da terra, das árvores, dos pássaros, dos anjos, de Deus, virou chuva, como nunca havia caído. O sol, sempre amigo e brincalhão, não agüentou ver tanta tristeza. Chorou também. E a sua boca triste virou o arco-íris... E as chuvas viraram rios e os rios viraram mares. Nos rios nasceram peixes pequenos. Nos mares apareceram os peixes grandes. A florinha abriu os olhos e se espantou com todo aquele reboliço. Nunca pensou que fosse tão querida. E a sua tristeza foi virando, lá dentro, uma espécie de cócegas no coração, e sua boca se entortou para cima, num riso gostoso... E foi então que aconteceu o milagre. As flores belas e infelizes não tinham perfume, porque nunca riam. Quando a florinha sorriu, pela primeira vez, o perfume bom da flor apareceu. O perfume é o sorriso da flor. E o perfume foi chamando bichos e mais bichos... Vieram as abelhas... Vieram os beija-flores... Vieram as borboletas... Vieram as crianças. Um a um, beijaram a única flor perfumada, a flor que sabia sorrir. E sentiram, pela primeira vez, que a florinha, lá dentro do seu sorriso, era doce, virava mel... Esta é a estória do nascimento da alegria. De como a tristeza saiu do choro, do choro surgiu o riso e o riso virou perfume. A florinha não se esqueceu de sua pétala partida. Só que, deste dia em diante, ela não mais sofria ao olhar para ela, mas a agradava, como boa amiga. Quanto aos regadores dos anjos, nunca mais foram usados. De vez em quando, olhando para as nuvens, a gente vê um deles, guardado lá dentro, já velho e coberto de teias de aranha... Enquanto a florinha de pétala partida estiver neste mundo, a chuva continuará a cair e o brinquedo de roda em volta do seu sorriso e do seu perfume não terá fim...                                     (Rubem Alves)curso

Os invisíveis


                                                                        Walnize Carvalho                

  A ideia primeira que passa a quem me lê o é que vou escrever sobre fantasmas.
 Nada mal lembrar por exemplo de “ Pluft, o fantasminha” (teatro infantil) de Maria Clara Machado. Para quem não sabe, “conta a história de uma menina chamada Maribel, que foi raptada por um pirata que a esconde num sótão de uma casa abandonada, onde curiosamente habita uma família de fantasmas: Mãe Fantasma e seus pastéis “de vento”; tio Gerúndio, que passa a vida dormindo num baú e  Pluft um fantasminha que nunca viu pessoas. Tem também o avô de Maribel, o capitão Bonança que é dono de um imenso tesouro”. O enredo da peça é centrado na procura deste tesouro.
.           Nada mal também esquecer daquelas visões apavorantes, que nos assombram cotidianamente : nossos desassossegos, nossos sonhos, nossos desejos, nossos fracassos, nossos descontentamentos...
Os “fantasmas” aos quais me refiro são outros: são os que aparentam   ser  fantasmas (já que se passam por invisíveis), circulam diariamente entre as pessoas e, surpreendentemente, não são notados.
Começo lembrando de “um” deles: o faxineiro do prédio em Niterói, onde tenho apartamento.
Todos os dias lá está ele –uniforme caqui ,vassoura e flanela em punho –limpando ora a portaria do edifício; ora os corredores em que transitam os moradores (que são muitos) e são poucos os o que o vêem ...e  o cumprimentam.
Mais na frente, recordo-me de episódios que comprovam esta invisibilidade e, que estão (infelizmente) se tornando corriqueiros à nossa volta: a ausência de atenção com os idosos; a falta de gentileza em agradecer pequenos gestos; a rara espontaneidade em ceder a vez nas filas... Dar o lugar a gestantes em conduções superlotadas? Coisas do passado. Abrir a porta do elevador para alguém? - Serviço de porteiro! Disse - me uma vizinha.
Quer ver um fato rotineiro que me faz sentir transparente?  Sair à rua e ao caminhar por uma calçada deparar com pessoas conversando, gesticulando e que se  esquecem de nos dar passagem.
Não estou aqui posando de boa moça. Como qualquer ser mortal, também cometo ainda que,involuntariamente, os meus tropeços. Porém, procuro estar sempre atenta aos meus atos,  enxergando o próximo e tentando dar e  retribuir a atenção  merecida, afinal vivemos em sociedade.
Ainda ontem, pela manhã, observei que a moça que varre o meio fio das  ruas (e todos os dias a cumprimento) buscava sombra sob uma árvore demonstrando sede e cansaço.Acenei-lhe e ela veio ao meu encontro e lhe ofereci um copo d’água...
Antes que os que me leem agora  tornem invisível meu texto  retorno  à peça infantil :o lado poético da obra é a relação de fortes laços de amizade que se criam entre a menina e o fantasminha.
Ah!.. ia me esquecendo: o nome da varredora da rua é Aparecida.



sexta-feira, 18 de julho de 2014

E deixou escrito...

Esta foi a última coluna escrita por João Ubaldo Ribeiro, que seria publicada no dia 20 de julho

O título acima é meio enganoso, porque não posso considerar-me uma autoridade no uso de papel higiênico, nem o leitor encontrará aqui alguma dica imperdível sobre o assunto. Mas é que estive pensando nos tempos que vivemos e me ocorreu que, dentro em breve, por iniciativa do Executivo ou de algum legislador, podemos esperar que sejam baixadas normas para, em banheiros públicos ou domésticos, ter certeza de que estamos levando em conta não só o que é melhor para nós como para a coletividade e o ambiente. Por exemplo, imagino que a escolha da posição do rolo do papel higiênico pode ser regulamentada, depois que um estudo científico comprovar que, se a saída do papel for pelo lado de cima, haverá um desperdício geral de 3.28 por cento, com a consequência de que mais lixo será gerado e mais árvores serão derrubadas para fazer mais papel. E a maneira certa de passar o papel higiênico também precisa ter suas regras, notadamente no caso das damas, segundo aprendi outro dia, num programa de tevê.
Tudo simples, como em todas as medidas que agora vivem tomando, para nos proteger dos muitos perigos que nos rondam, inclusive nossos próprios hábitos e preferências pessoais. Nos banheiros públicos, como os de aeroportos e rodoviárias, instalarão câmeras de monitoramento, com aplicação de multas imediatas aos infratores. Nos banheiros domésticos, enquanto não passa no Congresso um projeto obrigando todo mundo a instalar uma câmera por banheiro, as recém-criadas Brigadas Sanitárias (milhares de novos empregos em todo o Brasil) farão uma fiscalização por escolha aleatória. Nos casos de reincidência em delitos como esfregada ilegal, colocação imprópria do rolo e usos não autorizados, tais como assoar o nariz ou enrolar um pedacinho para limpar o ouvido, os culpados serão encaminhados para um curso de educação sanitária. Nova reincidência, aí, paciência, só cadeia mesmo.
Agora me contam que, não sei se em algum estado ou no país todo, estão planejando proibir que os fabricantes de gulodices para crianças ofereçam brinquedinhos de brinde, porque isso estimula o consumo de várias substâncias pouco sadias e pode levar a obesidade, diabetes e muitos outros males. Justíssimo, mas vejo um defeito. Por que os brasileiros adultos ficam excluídos dessa proteção? O certo será, para quem, insensata e desorientadamente, quiser comprar e consumir alimentos industrializados, apresentar atestado médico do SUS, comprovando que não se trata de diabético ou hipertenso e não tem taxas de colesterol altas. O mesmo aconteceria com restaurantes, botecos e similares. Depois de algum debate, em que alguns radicais terão proposto o Cardápio Único Nacional, a lei estabelecerá que, em todos os menus, constem, em letras vermelhas e destacadas, as necessárias advertências quanto a possíveis efeitos deletérios dos ingredientes, bem como fotos coloridas de gente passando mal, depois de exagerar em comidas excessivamente calóricas ou bebidas indigestas. O que nós fazemos nesse terreno é um absurdo e, se o estado não nos tomar providências, não sei onde vamos parar.
Ainda é cedo para avaliar a chamada lei da palmada, mas tenho certeza de que, protegendo as nossas crianças, ela se tornará um exemplo para o mundo. Pelo que eu sei, se o pai der umas palmadas no filho, pode ser denunciado à polícia e até preso. Mas, antes disso, é intimado a fazer uma consulta ou tratamento psicológico. Se, ainda assim, persistir em seu comportamento delituoso, não só vai preso mesmo, como a criança é entregue aos cuidados de uma instituição que cuidará dela exemplarmente, livre de um pai cruel e de uma mãe cúmplice. Pai na cadeia e mãe proibida de vê-la, educada por profissionais especializados e dedicados, a criança crescerá para tornar-se um cidadão modelo. E a lei certamente se aperfeiçoará com a prática, tornando-se mais abrangente. Para citar uma circunstância em que o aperfeiçoamento é indispensável, lembremos que a tortura física, seja lá em que hedionda forma — chinelada, cascudo, beliscão, puxão de orelha, quiçá um piparote —, muitas vezes não é tão séria quanto a tortura psicológica. Que terríveis sensações não terá a criança, ao ver o pai de cara amarrada ou irritado? E os pais discutindo e até brigando? O egoísmo dos pais, prejudicando a criança dessa maneira desumana, tem que ser coibido, nada de aborrecimentos ou brigas em casa, a criança não tem nada a ver com os problemas dos adultos, polícia neles.
Sei que esta descrição do funcionamento da lei da palmada é exagerada, e o que inventei aí não deve ocorrer na prática. Mas é seu resultado lógico e faz parte do espírito desmiolado, arrogante, pretensioso, inconsequente, desrespeitoso, irresponsável e ignorante com que esse tipo de coisa vem prosperando entre nós, com gente estabelecendo regras para o que nos permitem ver nos balcões das farmácias, policiando o que dizemos em voz alta ou publicamos e podendo punir até uma risada que alguém considere hostil ou desrespeitosa para com alguma categoria social. Não parece estar longe o dia em que a maioria das piadas será clandestina e quem contar piadas vai virar uma espécie de conspirador, reunido com amigos pelos cantos e suspeitando de estranhos. Temos que ser protegidos até da leitura desavisada de livros. Cada livro será acompanhado de um texto especial, uma espécie de bula, que dirá do que devemos gostar e do que devemos discordar e como o livro deverá ser comentado na perspectiva adequada, para não mencionar as ocasiões em que precisará ser reescrito, a fim de garantir o indispensável acesso de pessoas de vocabulário neandertaloide. Por enquanto, não baixaram normas para os relacionamentos sexuais, mas é prudente verificar se o que vocês andam aprontando está correto e não resultará na cassação de seus direitos de cama, precatem-se.
João Ubaldo Ribeiro (1941-2014) era escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras


Do:/oglobo.globo.com


Morre no Rio o escritor e acadêmico João Ubaldo Ribeiro, aos 73 anos

Jornalista foi vítima de embolia pulmonar na madrugada desta sexta (18).

João Ubaldo era o 7º ocupante da cadeira número 34 da ABL.

Do:G1
Morreu de madrugada desta sexta-feira (18), em casa, no Leblon, Zona Sul do Rio, o escritor e acadêmico João Ubaldo Ribeiro, aos 73 anos. Como mostrou o Bom Dia Rio, ele teve uma embolia pulmonar. João Ubaldo era casado e tinha quatro filhos. O corpo dele será velado a partir das 10h na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio. Ainda não há informações se o velório será aberto ao público ou restrito aos familiares e amigos.
O escritor era o 7º ocupante da cadeira número 34 da Academia Brasileira de Letras. Ele foi eleito em 7 de outubro de 1993, na sucessão de Carlos Castello Branco.
João Ubaldo Ribeiro ganhou em 2008 o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa. Ele é autor de livros como “Sargento Getúlio”, “O sorriso dos lagartos”, “A casa dos budas ditosos” e “Viva o povo brasileiro”. Também ganhou dois prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1972 e 1984, respectivamente para o melhor autor e melhor romance do ano, por ‘Sargento Getúlio’ e ‘Viva o povo brasileiro".
Nascido em Itaparica (BA), Ribeiro viveu até os 11 anos com a família em Sergipe, onde o pai era professor e político. Passou um ano em Lisboa e um ano no Rio para, em seguida, se estabelecer em Itaparica, onde viveu aproximadamente sete anos.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Vamos de CHORO?

Convite da jornalista Patrícia Bueno:

Amantes da MPB! Acabou o jejum de Chorinho! O Conjunto Regional Carinhoso (na foto de minha autoria) retorna ao Trianon na próxima terça-feira, 22, às 20h, em um show imperdível, com a presença de Altemar Dutra Jr., homenageando o trovador Altemar e celebrando os 16 anos do Teatro! O projeto Choro & Cia. é uma parceria entre o Clube do Choro & Cia.(patrimônio imaterial de Campos) e a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. O ingresso? Um real! Vai perder não né? A gente se encontra lá então! Vamos de CHORO! Vamos de ALTEMAR DUTRA!

Ex-juiz e diretor de arbitragem, Armando Marques morre aos 84 anos


Do:esporte.ig.com.br/

Como árbitro, ficou por polêmicas, como no erro da contagem das cobranças de pênaltis na final do Paulistão de 1973

Faleceu na madrugada desta quarta-feira, no Rio de Janeiro, aos 84 anos, o ex-árbitro e ex-presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Armando Marques. Segundo informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Município do Rio de Janeiro, o carioca deu entrada no CER Leblon (Coordenação de emergência regional), na zona sul da capital fluminense, com um panorama muito grave de insuficiência renal e não conseguiu resistir.
Armando Marques foi marcado por apitar jogos importantes e algumas polêmicas. Foi o juiz das finais dos Brasileiros de 1962, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 71, 73 e 74. Apitou também as finais do Campeonato Paulista de 1967, 71 e 73, do Carioca de 1962, 65, 68, 69 e 76 e do Mineiro de 1967.
As polêmicas vêm de um erro ao anular um gol do palmeirense Leivinha, o que fez com que o São Paulo faturasse o título estadual de 1971. No entanto, o erro mais famoso foi na final do Paulistão de 1973, quando perdeu a contagem das cobranças de pênaltis entre Santos Portuguesa. A equipe da Baixada Santista vencia a disputa por 2 a 0, mas a Portuguesa ainda tinha chances de empatar. A confusão levou o juiz a dividir o título entre as duas equipes. Mesmo assim, Armando Marques era visto, na época, como um dos melhores árbitros do Brasil.
Marques comandou a Comissão Nacional de Arbitragem por oito anos, mas foi afastado em 2005, quando não resistiu à crise por conta das denúncias sobre manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro daquele ano. A crise desmascarou os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon. Várias partidas tiveram de ser anuladas e remarcadas por causa da "Máfia do Apito", o que gerou muitas reclamações de equipes que haviam vencido aqueles jogos. O troféu terminou com o Corinthians.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Luiz Felipe Scolari não é mais treinador da seleção brasileira


Do: UOL

Luiz Felipe Scolari não é mais o técnico da seleção brasileira de futebol. A Confederação Brasileira de Futebol tomou a decisão durante a tarde deste domingo e definiu que Felipão não fica no cargo. Dois dirigentes que conversaram com José Maria Marin, presidente, e Marco Polo Del Nero, vice e futuro mandatário, ouviram que o treinador será sacado. Segundo os relatos, a cúpula da CBF afirmou que a situação ficou insustentável depois da derrota para a Holanda, na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. A entidade informa que irá se pronunciar nesta segunda-feira.
"Após do jogo Marin e Del Nero tomaram a decisão. Não houve um anúncio formal para as federações, mas os presidentes já sabem", afirmou Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol e vice-presidente eleito da CBF para a gestão que inicia em 2015 e tem Del Nero como presidente.
O coordenador técnico Carlos Alberto Parreira também não faz mais parte da comissão técnica da equipe. A informação sobre a mudança foi dada inicialmente pela TV Globo.
O auxiliar técnico Flávio Murtosa, o preparador de goleiros Carlos Pracidelli e o preparador físico Anselmo Sbragia, todos ligados a Scolari, também saíram.
Luiz Felipe Scolari já havia afirmado que colocaria o cargo à disposição da CBF, independentemente do resultado na Copa do Mundo, ao final da participação do Brasil no torneio. A data corresponde o fim do contrato dele com a entidade.
O treinador, após a derrota para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa, não quis falar sobre o futuro abertamente. Apesar de não ter recebido apoio público com ênfase no discurso dos jogadores, recebeu o abraço simbólico de Neymar, que invadiu a última entrevista coletiva para isso.
O Brasil de Felipão não conseguiu produzir bom futebol nessa Copa do Mundo. Estreou jogando mal contra a Croácia e dependeu de grandes atuações individuais de David Luiz, Oscar e Neymar para não perder a primeira partida. Depois, continuou irregular contra México e Camarões. Nas oitavas de final, jogou menos do que o Chile e dependeu dos pênaltis para passar. Contra a Colômbia, fez atuação boa na primeira etapa e conseguiu definir a partida, antes do inexplicável massacre alemão, por 7 a 1, no Mineirão.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Portal do Professor disponibiliza lista de livros sobre novas tecnologias

Do:www.brasil.gov.br


Novas tecnologias e ferramentas digitais têm auxiliado o trabalhado do professor em sala de aula. Aulas tradicionais são transformadas em espaços interativos onde aluno é convidado a adotar, junto com o professor, uma postura mais colaborativa.
Pensando no cenário convergente (estudado por autores da área da comunicação, como Henri Jenkins e Ramón Salaverría) incorporado ao desenvolvimento de novas estratégias de ensino e aprendizagem, a prática pedagógica nas escolas se torna um novo espaço lúdico, onde professor e aluno aprendem juntos.
Dessa forma, iniciativas que seguem a tendência multimídia estão sendo criadas a partir de projetos acadêmicos e institucionais. Um deles é o ‘Portal do Professor’, um espaço on-line onde professores têm acesso a sugestões de planos de aula, conteúdos multimídia, notícias sobre o panorama geral da educação no País, iniciativas governamentais, podendo até mesmo interagir em fóruns de discussão com outros profissionais da área.
Lançado em 2008, o site tem como objetivo principal apoiar os processos de formação dos professores e enriquecer suas técnicas pedagógicas. São seis espaços totalmente gratuitos, de rápido e fácil acesso. Entre eles, está o ‘Espaço da Aula’, onde professores interagem, em uma ação colaborativa, com outros colegas de profissão. A sessão traz um fórum em que qualquer um pode postar sugestões, deixar comentários sobre propostas curriculares, além de criar um intercâmbio de experiências.
A sessão ‘Multimídia’ oferece uma coleção de vídeos, animações, simulações, áudios, hipertextos, imagens e experimentos práticos. Todo o conteúdo pode ser baixado em qualquer computador ou pendrive para ser utilizado em sala de aula.
No menu 'Cursos e Materiais', os professores têm acesso a programação de capacitação oferecidas pelo governo. Há também materiais de estudo com orientações, apostilas, estratégias pedagógicas, entrevistas, publicações e outros recursos.
A sessão ‘Jornal’ também traz novidades do cenário educacional no País. É um veículo dedicado a revelar o cotidiano na sala de aula, trazendo quinzenalmente temas ligados à educação. Neste espaço, o professor também participa na escolha dos assuntos das edições.  
Informação
A edição 100 do Jornal do Professor trouxe como tema as diversas ações realizadas no âmbito das novas tecnologias. Além das diversas notícias e entrevistas, a sessão oferece sugestões de livros aos professores e interessados no tema, dentro do menu ‘Cultura'.
Confira abaixo os livros indicados para quem deseja se aprofundar no tema e levar os conhecimentos adquiridos para a sala de aula:
Educação e Novas Tecnologias
Glaucia da Silva Brito, Ivonélia da Purificação – Editora Ibpex – Brasil – 2008 – 2ª edição
Em linguagem clara e objetiva, esta obra oferece a professores e pedagogos importantes subsídios para pensar os alcances e os limites da informática na educação, chamando a atenção para os equívocos que devem ser evitados e para as ações que devem ser engendradas, a fim de poderem tornar o uso das tecnologias mais eficaz nas escolas.
Tecnologia Educacional e Aprendizagem
Ubirajara Carnevale de Moraes (Org.) – Editora Queen Books – 2007 – 1ª edição
Este livro apresenta diversas formas de se apropriar dos recursos digitais como ferramenta de ensino e aprendizagem. Projetos informatizados, linguagem de programação para crianças, software livre, software educacional, mapas conceituais, EAD, ambientes virtuais, ferramentas digitais de comunicação, WebQuest, comunidades virtuais, acessibilidade, objetos de aprendizagem e games são assuntos abordados nesta obra, por educadores atuantes na área de informática aplicada à educação.
Multimídia Digital na Escola
Elenice Larroza Andersen (Org.) – Editora Paulinas – Brasil – 2013 – 1ª edição
O livro Multimídia Digital na Escola reúne estudos sobre a inserção de novas tecnologias no ambiente escolar, explorando várias estratégias de uso do computador para a produção multimídia na educação básica.
Seu diferencial consiste em discutir, de modo acessível ao professor, experiências autênticas de desenvolvimento de projetos de ensino, em contextos escolares diversos, a partir do uso de softwares livres, ampliando o leque de possibilidades reais de uso dessas ferramentas nas escolas.
Apresenta, ainda, estudos que auxiliam o professor na escolha de softwares livres para a sala de aula e no processo de avaliação das produções multimídia de seus alunos.
Second Life e Web 2.0 na Educação
Carlos Valente, João Mattar – Editora Novatec – Brasil – 2007
Este livro explora o potencial pedagógico das ferramentas disponíveis na Web 2.0 e particularmente do Second Life, além de traçar um panorama da Educação a Distância.
O ambiente virtual 3D mais popular do momento é apresentado em detalhes, e são mapeadas as experiências educacionais que têm sido realizadas com ele, no Brasil e no mundo. Os autores apresentam ainda as experiências criativas e inovadoras que têm realizado tanto com as ferramentas da Web 2.0 quanto com o Second Life.
O livro, amplamente ilustrado, apresenta ainda uma bibliografia selecionada e comentada, e uma lista extensa de sites.
Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica
José Manuel Moran et al – Editora Papirus – Brasil – 2013 – 21ª edição
A finalidade desse livro é discutir a introdução da informática e da telemática na educação. No debate se inserem, entre outros temas, questões associadas a propostas de integração e utilização do computador e da internet na escola. Numa abordagem de mediação pedagógica, as discussões convergem a uma revisão ampla do papel do professor nos dias de hoje.
Eles Sabem (Quase) Tudo
Betina Von Staa – Editora Melo – Brasil – 2011 – 1ª edição
Se você, pai ou mãe, fica cheio de dúvidas em como lidar com seu filho quando o assunto é internet ou, se você, professor, está confuso com relação ao uso da tecnologia em sua escola, Eles sabem (quase) tudo é um livro fundamental.
Computadores em Sala de Aula
Carme Barba, Sebastià Capella (Org.) – Editora Penso – Brasil – 2012 – 1ª edição
Este livro pretende reunir registros do uso eficaz da tecnologia. Apoiados no tripé - conteúdos, metodologias e ferramentas tecnológicas -, os autores visam apresentar as mudanças que vêm ocorrendo no ensino e tratar sobre o potencial das TICs para atingir características como o trabalho cooperativo, a atenção à diversidade, a pesquisa, a construção do conhecimento, a criatividade e a interdisciplinariedade.
Com base na teoria das inteligências múltiplas, os autores buscam compartilhar suas experiências por meio do uso de propostas didáticas com a utilização de recursos da internet.
Educação com Tecnologia – Texto, Hipertexto e Leitura
Mary Rangel – Editora Wak – Brasil – 2012 – 1ª edição
Este livro busca apresentar contribuições às escolas e à formação docente inicial e continuada sobre fundamentos, processos e usos de fontes de leitura, como jornal, revista e hipertextos, que circulam por meio de computadores, celulares e outros meios digitais, trazendo exemplos e sugestões.
Guia Didático sobre as Tecnologias da Comunicação e Informação
Daniela Melare Vieira Barros – Editora Vieira & Lent – Brasil – 2009
Guia de estudos sobre os diversos temas relacionados ao uso de tecnologia na educação, com destaque para Educação a Distância. Um guia que pretende facilitar o ensino de educação e tecnologias nas licenciaturas, nos cursos de formação continuada e na capacitação individual dos professores.
Uma forma de indicar ao aprendiz caminhos de construção do conhecimento, com orientações e dicas que poderão contribuir para o aprofundamento da reflexão.
Novas Tecnologias na Educação: Reflexões sobre a Prática
Luís Paulo Leopoldo Mercado (Org.) – Editora UFAL – Brasil – 2002 – 1ª edição
Os textos publicados no livro resultam das reflexões produzidas sobre o tema Novas Tecnologias na Educação, proporcionando uma visão ampla da evolução do conhecimento científico na área de novas tecnologias na educação e da metodologia e técnicas de pesquisa como instrumentos de produção do conhecimento. Introduz o uso de novas tecnologias numa escola, envolvendo projetos de informática educativa, telemática educativa, software educativo, atualização pedagógica.
As reflexões abordam a formação de professores frente as novas tecnologias; a socialização na internet através de uma lista de discussão; a escolha de softwares livre na escola; a capacitação de professores para utilizar novas tecnologias nas escolas públicas; a utilização da informática na sala de aula; a terceirização na informática educativa; e a internet como ambiente de pesquisa na escola.
O que é Mídia-Educação
Maria Luiza Belloni – Editora Autores Associados – Brasil
Esta obra é uma coletânea de textos baseados em pesquisas sobre duas vertentes do tema mídia-educação - de um lado, os públicos jovens, as formas como as gerações se apropriam das técnicas de informação e comunicação; de outro lado, os modos como a instituição escolar e especialmente os professores vão se apropriando destes instrumentos e os integrando (ou não) ao cotidiano da escola.
Hipertexto e Gêneros Digitais
Luiz Antônio Marcuschi, Antônio Carlos Xavier – Editora Lucerna – Brasil – 2004
As principais modificações promovidas pelas inovações tecnológicas nas atividades linguístico-cognitivas dos usuários do computador são os temas dos nove artigos que compõem esta obra. Analisam, ainda, como essas mudanças afetam o processo ensino/aprendizagem da língua na escola e fora dela.
Conceitos fundamentais de hipertexto, gêneros eletrônicos, discurso, leitura e ensino à distância mediados pelo computador são analisados nos diversos trabalhos presentes na obra.
Tecnologia e Educação – As Mídias na Prática Docente
Wendel Freire (Org.) – Editora Wak – Brasil – 2008
Novas tecnologias da informação e da comunicação, surgidas com a revolução pós-industrial, fizeram acelerar e crescer imensamente o fluxo comunicacional planetário. Nossos dias fartos de informação demandam cada vez mais à escola a seleção, a pesquisa e a maturação de toda abundância cotidiana.
Este livro busca refletir sobre o que tais adventos trazem à sociedade e apontar algumas possibilidades, que eles permitem ao processo de ensino e aprendizagem, e alguns caminhos para se chegar a uma escola mais dialógica e participativa, utilizando velhas e novas mídias.
Idade Mídia - A Comunicação Reinventada na Escola
Alexandre Le Voci Sayad – Editora Aleph – Brasil – 2012
Este livro procura apresentar os resultados de um programa extracurricular criado em uma escola de São Paulo, cujo objetivo é o de ser um canal para livre expressão dos estudantes por meio de projetos de mídia criados por eles próprios.
'Idade Mídia - A comunicação reinventada na escola' busca mostrar a trajetória do programa e revelar sua metodologia, e trazer depoimentos dos alunos e profissionais que colaboraram com o curso.
Educação e Tecnologias
Vani Moreira Kenski – Editora Papirus – Brasil – 2007 – 1ª edição
O termo 'tecnologias' tem sido muito empregado em educação, com os mais diversos sentidos e significados. Neste livro a autora reflete sobre as relações que sempre existiram entre esses dois campos do conhecimento - a educação e as tecnologias. O desafio proposto - falar sobre o tema sem entrar em discussões mais aprofundadas do campo específico da educação, com seus jargões profissionais, suas teorias e abordagens.
Games em Educação
João Mattar – Editora Pearson Prentice Hall – Brasil – 2010
Com esta obra de João Mattar, o leitor vai aprender a aproveitar os recursos de vários jogos em benefício do processo de ensino/aprendizagem. Além disso, vai conhecer o estilo de aprendizagem dos nativos digitais e descobrir como utilizar e criar games educacionais.
Destinado a professores e gestores das mais diversas áreas, bem como a profissionais envolvidos com ensino corporativo, este livro deixa claro que, quando o assunto é educação, não há game over.

sábado, 5 de julho de 2014

Família na Copa

                Eisbein
Com o nome em alemão, poucas pessoas sabem que o Eisbein não é nada além do Joelho de Porco, que pode ser servido frito ou assado. É feito com diversas especiarias, e costuma vir acompanhado de chucrute. 

Walnize Carvalho
             
              A senhora acordou cedo.
              Enquanto regava as plantinhas no quintal ouviu uma buzina em frente à casa.
         Foi até lá. Era um dos filhos que, de forma apressada, lhe entregou uma sacola e falou: - Mãe! Prepara esta costela com aipim daquele jeito especial, que só você sabe fazer! E seguiu, cantando pneus...
         A mãe entrou e antes mesmo de começar os afazeres domésticos teve o cuidado de pendurar na varanda a bandeira do Brasil (recomendação de um dos filhos, para dar sorte!)...
       Horas mais tarde, já quase no início do jogo, filhos, noras e netos chegaram.Todos uniformizados,como se fossem entrar em campo.
    O filho mais velho entregou à mãe  uma camisa verde e amarela que ela, desajeitada, vestiu por cima do vestido.
     Início do jogo.
       Ao toque do Hino Nacional postou-se no canto da sala  e com mão no peito entoou  os versos, emocionada.
       Retirou-se para ver a panela no fogo enquanto netos se aproximavam pedindo pipocas.
       Vez por outra, vinha espiar e assistir a manifestação dos filhos. Gritos e até xingamentos,estes a faziam benzer-se em silenciosa reprovação.
      Ficava por ali. Dos jogadores não sabia os nomes, a posição em que jogavam...
     Assumidamente, nada entendia de futebol, mas gostava de ver a família reunida e balbuciava preces para que o Brasil ganhasse, para que a felicidade reinasse.
       Fim do jogo. Chamou a turma para a mesa.  Um dos filhos comeu de forma apressada, enquanto o outro convocou a mulher e os meninos para se adiantarem, pois iriam festejar com os amigos no bar.
     Caminharam para a porta e na despedida, o filho mais novo falou: - Na terça-feira, mãe ,trago joelho de porco para a senhora preparar!
Ela, pensativa se indagou:- será que é pra dar sorte?



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Carpinejar escreveu...



Carta ao Felipão
Do:oglobo.com

FELIPÃO,

Temos que parar de chorar. Isto é bagualizar, voltar ao jeito Felipão.

Acabar com frescura de se derreter por cada desafio.

Tudo bem que foi comovente se emocionar com o hino nacional cantado a capela pelos torcedores, mas agora já estamos chorando por nada, sempre.

Antes da partida, no meio da partida, depois da partida.

É como cavar pênalti com as lágrimas. Nenhum juiz dará pênalti por lágrimas. Nenhum juiz é avisado se a lágrima atravessou ou não a pálpebra. 

Há toda uma pressão para conquistar a Copa do Mundo no Brasil, esqueça! Aceito sua derrota, troco a derrota pela liberdade.

O que desejo é uma só partida com alegria, uma partida com leveza, uma partida com brincadeira, uma partida com entusiasmo, uma partida com coragem de vencer (que é muito diferente de nossas partidas angustiadas, com receio de perder).

Uma partida com aquele sentimento de superioridade infantil, de que cometemos uma molecagem, de que somos desconcertantes, de que o samba nos pertence, de que o pagode nos espera no fundo da sala e do ônibus. Uma partida para homenagear Pelé, Tostão, Nilton Santos. Uma partida com apelidos, mais mané e diamante negro, mais Didi e Vavá. Uma partida com o drible do riso no rosto. Uma partida que dê vontade de agradecer por estar vivo, que dê vontade de viver para continuar vendo.

É nossa seleção mais jovem e, curiosamente, a mais conservadora, a mais previsível, a mais travada.

O medo torna qualquer time conservador. A covardia broxa, Felipão. A covardia é o antônimo da esperança.

É nossa seleção mais jovem e, curiosamente, a mais velha, porque se entristece de responsabilidade e se condiciona diante da pressão.

Cadê a festa da Copa dentro de campo, cadê a ousadia, cadê o brio e o ânimo de abismo nos corações de seus convocados?

Nosso temperamento tem sido arrastado, básico, pouco, retrancado. Juro que não sei se é futebol ou jogo do osso, jogo de nossos ossos. Não sei se é futebol ou é Culpa das Estrelas.

Por favor, Felipão, o que não aguento é a choradeira. Não banalize o choro.

Você que nasceu em Passo Fundo sabe que chorar não pode virar hábito. Chorar é terno de enterro.

O que seus conterrâneos dirão para você?

Tu está mais medroso que cascudo atravessando galinheiro. Mais baixo que vôo de marreca choca. Mais angustiado que barata de ponta-cabeça. Mais atirado que alpargata em cancha de bocha. Mais firme que palanque em banhado.

Felipão, cadê a valentia de ser feliz?

Estamos fazendo o carreteiro antes do churrasco. Estamos paralisados pela exigência.

Esqueça a teoria dos sete degraus, a biografia que escreverá com o hexa, as propagandas com sua esposa.

Seja guri, seja piá por um dia na sexta. Uma partida feliz contra a Colômbia, de Quadrados e James. Eles são o futebol-arte que abandonamos no fundo do quintal dos anos 80.

Esqueça a taça, o espumante, vá de sidra mesmo, na boca da garrafa.

Vamos chinelear, festejar a garra.

Não há motivo para temer. Não há favorito nesta Copa. Holanda sofre para vencer o México, Alemanha sofre para vencer a Argélia, Argentina sofre para vencer a Suíça.

Não há time pequeno, portanto não há time grande.

Todos sofrem como nós. Que sejamos exclusivos na felicidade, únicos na felicidade, invencíveis na felicidade.

Ganhar a Copa é de menos, ganhe o nosso coração.

Eu quero me emocionar gritando gol, não somente cantando o hino.

Abraço

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Cultura inútil

10 fãs que foram longe demais

Do:Guia dos curiosos
1. Avril Lavigne
O norte-americano James Speedy foi acusado, no dia 27 de agosto de 2004, de perseguir a cantora canadense. O fã mandava com frequência e-mails e presentes, e ainda viajou até Ontario (Canadá) para conhecer a casa dos pais de Avril.
2. Britney Spears
A inglesa Lorna Bliss gastou 220 mil dólares para ficar parecida com Britney Spears. O dinheiro foi usado em cirurgias, tratamentos de beleza, roupas, aulas de dança, maquiagem, e tudo mais. Bliss ganha cerca de 74 mil dólares por ano trabalhando como imitadora, e chegou a raspar o cabelo para ficar igual a Britney.

3. Frank Zappa
Em 1971, o fã Trevor Howell invadiu o palco onde o roqueiro se apresentava e o jogou no fosso da orquestra. Zappa fraturou o crânio e quebrou a perna e várias costelas. O caso ocorreu em Londres, Inglaterra.

4. George Harrison
O ex-Beatle foi esfaqueado 10 vezes no peito por um fã maluco que invadiu sua casa em 1999. Ele ficou 4 dias hospitalizado por conta da agressão.
 
5. Gwyneth Paltrow

Em dezembro de 2000, um juiz de Los Angeles determinou que um perseguidor de Gwyneth Paltrow ficasse longe da atriz. O entregador de pizza Dante Michael Soiu enviou centenas de cartas a Gwyneth, e chegou a ir até a casa dos pais da moça. Ela chorou ao ouvir a sentença.
6. Jodie Foster
O norte-americano John Hinckley tentou assassinar o ex-presidente dos EUA Ronald Reagan apenas para chamar a atenção de Jodie Foster. Mesmo depois de preso, ele continuou enviando cartas e poemas à atriz.

7. John Lennon
O ex-Beatle foi assassinado por Mark David Chapman, um rapaz de 25 anos que sofria de esquizofrenia. Chapman disparou cinco tiros nas costas de Lennon, minutos depois de o músico ter autografado seu exemplar do livro "Uma Agulha no Palheiro", de J.D.Salinger. Seus amigos afirmaram que ele tinha ficado com raiva do ídolo por não abrir mão de seu dinheiro, mesmo pregando a paz e o amor.

8. Steven SpielbergO norte-americano Jonathan Norman foi preso na frente da casa do diretor com uma faca e uma algema na mão. A polícia descobriu que o fã, autor também de uma série de cartas obscenas recebidas por Spielberg, pretendia usar os objetos para estuprá-lo em frente de sua família. Norman acabou condenado a uma sentença de 25 anos a prisão perpétua.
9. Olívia Newton-John
Um fã obcecado pelos olhos azuis da atriz a perseguiu até sua terra natal, a Austrália. O psicopata foi preso em um hotel em Nova York, Estados Unidos. A polícia descobriu que ele havia matado os pais, um sobrinho e dois primos com tiros nos olhos.

10. Pamela Anderson
A estrela do seriado "S.O.S. Malibu" encontrou uma fã dormindo no quarto de hóspedes de sua casa em Malibu, Califórnia. Fazia três dias que a mulher, uma francesa lésbica, estava escondida no lugar e vinha roubando as roupas da atriz e distribuindo-as aos pobres. Acabou condenada a 72 horas de acompanhamento psiquiátrico e a extradição para seu país de origem.

sábado, 28 de junho de 2014

AIC


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BUARQUE-SE: OS 70 ANOS DE CHICO BUARQUE 

NA ACADEMIA CAMPISTA DE LETRAS, 

segunda-feira dia 30, das 17 horas às 22 horas.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Charge do dia- Mariano


AMANHECENDO COM VERÍSSIMO

Futebol de rua - Luis Fernando Veríssimo


Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora.

Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:

DA BOLA - A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo. Também é permitido o uso de frutas ou legumes em vez de bola, recomendando-se nestes casos a laranja, a maçã, o chuchu e a pêra. Desaconselha-se o uso de tomates, melancias e, claro, ovos. O abacaxi pode ser utilizado, mas aí ninguém quer ficar no golo.

DAS GOLEIRAS - As goleiras podem ser feitas com, literalmente, o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor e até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para agüentarem o impacto. A distância regulamentar entre uma goleira e outra dependerá de discussão prévia entre os jogadores. Às vezes esta discussão demora tanto que quando a distância fica acertada está na hora de ir jantar. Lata de lixo virada é meio golo.

DO CAMPO - O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e - nos clássicos - o quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua.

DA DURAÇÃO DO JOGO - Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

DA FORMAÇÃO DOS TIMES - O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o golo. Perneta joga na ponta, a esquerda ou a direita dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

DO JUIZ - Não tem juiz.

DAS INTERRUPÇÕES - No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la. Mande o seu irmão menor.

b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

c) Quando passarem pela calçada:

1) Pessoas idosas ou com defeitos físicos.

2) Senhoras grávidas ou com crianças de colo.

3) Aquele mulherão do 701 que nunca usa sutiã.

Se o jogo estiver empatado em 20 a 20 e quase no fim, esta regra pode ser ignorada e se alguém estiver no caminho do time atacante, azar. Ninguém mandou invadir o campo.

d) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é golo.

DAS SUBSTITUIÇÕES - Só são permitidas substituições:

a) No caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer a lição.

b) Em caso de atropelamento.

DO INTERVALO PARA DESCANSO - Você deve estar brincando.

DA TÁTICA - Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Futebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina, é córner.

DAS PENALIDADES - A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antiesportiva e punida com tiro indireto.

DA JUSTIÇA ESPORTIVA - Os casos de litígio serão resolvidos no tapa.