domingo, 19 de outubro de 2014

Conselhos úteis


Mantenha sempre o equilíbrio em sua vida, aqui vão 10 conselhos simples para se viver com mais tranquilidade...

Reflitam!!

Em uma conferência numa universidade americana, Brian Dyson, ex-presidente da Coca Cola, falou sobre a relação entre o trabalho e outros compromissos da vida, dizendo: "Imagine a vida como um jogo no qual você faz malabarismo com cinco bolas que lança no ar. 

Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito. 

O trabalho é uma bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima. Mas as quatro outras não são de borracha. Se caírem no chão se quebrarão e ficarão permanentemente danificadas. Entenda isso e busque o equilíbrio na vida. E como conseguir isso? Anote aí dez conselhos simples: 

1. Não diminua seu próprio valor, comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial. Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante. Só você está em condições de escolher o que é melhor para si próprio. 

2. Dê valor e respeite as coisas mais queridas ao seu coração. Apegue-se a elas como à própria vida. Sem elas a vida carece de sentido. Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro. Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de sua vida. 

3. Não desista quando ainda é capaz de um esforço a mais. Nada termina até o momento em que se deixa de tentar. Não tema admitir que não é perfeito. 

4. Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes. 

5. Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. 

6. Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde está e para onde vai. 

7. Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente. 

8. Não use imprudentemente o tempo ou as palavras, por ser impossível recuperar. 

9. A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo. 

10. Lembre-se: o ontem é história. O amanhã é mistério e o hoje é uma dádiva, por isso se chama "presente". Viva o presente com muita energia! 

Pense nisso! 

Estes conselhos são uma verdadeira lição de vida para quem deseja viver com equilíbrio. 

Simples e objetivos, eles podem nos levar ao sucesso pessoal em todos os setores da vida.

Pessoas emocionalmente equilibradas têm mais alegria de viver, mais amigos e vivem mais e melhor. 

E lembre-se da comparação das cinco bolas feita por Brian Dyson. 

Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito. E somente o trabalho foi comparado a uma bola de borracha, as demais podem quebrar-se e ficar permanentemente danificadas.

Pense nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Bancários devem entrar em greve no próximo dia 30


Após sete rodadas de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), empresários e bancários ainda não conseguiram entrar em acordo

 Na última sexta-feira (19), os bancos apresentaram proposta de 7% de reajuste salarial – para inflação de 6,35% – e de 7,5% de aumento no piso. Os bancários, no entanto, consideraram a oferta insuficiente e seguem com o pedido de reajuste de 12,5%.
Fonte:Rede Brasil Atual

sábado, 20 de setembro de 2014

De flores e gentilezas

                   
            
                                        Walnize Carvalho


              Mês de setembro.
           Com a Natureza sinalizando que a estação das flores (Primavera) está prestes a desabrochar, me veio a mente uma cena do cotidiano que vivenciei e  que perfumou uma de minhas tardes.
            Lembro-me que o lugar não poderia ser mais propício para se efetuar venda de suas mercadorias: uma rua movimentada - de pessoas e carros - estar na porta de um supermercado, que fica ladeado de uma igreja e uma farmácia... e mais adiante uma banca de jornais.
            E foi neste lugar estratégico que avistei o velho senhor: bermuda rota, camisa desbotada (mas que dava para identificar que era de um time de futebol), sandália de dedo nos pés, boné enterrado na cabeça e um cigarro no canto da boca.
            Estava sentado em um caixote de madeira tendo à sua volta baldes plásticos coloridos, apinhados de coloridas flores.
            Em suas mãos calejadas e pouco habilidosas tentava dar forma de laços ao rolo de fitas de papel lustroso.
            As pessoas - em sua maioria - por ele passavam carregando na reta dos olhos o longo caminho de uma quarta-feira de setembro.
            Aproximei-me dele pensando em compor mais um personagem de minhas crônicas, neste ofício da escrita que tem muito de curiosidade e prazer em conhecer pessoas e suas histórias de vida.
            Ele - olhar cansado e distraído - perguntou-me: - É devota de Nossa Senhora? E concluiu: - Ela adora rosas brancas e estas dali (apontou para um dos baldes) estão fresquinhas!
            Não obtendo de mim resposta imediata passou a “despetalar” suas amarguras: - O movimento está bem fraco! O que me salva são minhas freguesas que vêm uma vez por semana adornar o altar de Nossa Senhora, ou as que aparecem para pagar promessa e prosseguiu: - Com essa história de dengue, quase ninguém quer flores em jarras e a gentileza de ofertar rosas a uma dama... já se foi o tempo!
            E eu, tentando animá-lo, ponderei: - Mas há sempre datas especiais: aniversários, Dia das Mães, Dia dos Namorados...
            - Muito difícil, madame! Muito difícil! - enfatizou: - Preferem gastar dinheiro com vidros de perfume, celulares último tipo, restaurantes caros!
            Calou-se.
            Apanhou encostada na parede uma sacola de napa, de onde tirou garrafa de café, desembrulhou um pão com manteiga e antes de se alimentar, ofereceu-me: - É servida, senhora? Agradeci, desviando o olhar para as flores a fim de deixá-lo à vontade.
            Terminou rápido o lanche e limpando mãos e boca voltou a falar: - Sabe, não devia nem reclamar, pois já estou aqui há anos e nunca fui importunado por fiscais e o mais importante - com meu trabalho consigo levar o pão para casa...
            Com a manga da camisa enxugou as lágrimas.  
            Escolheu uma rosa branca e - silenciosamente - me ofertou.
            Surpresa e feliz, me despedi.
            Entrei na igreja. No templo, um coro entoava: ”Fica sempre um pouco de perfume/ nas mãos que oferecem rosas...”


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Do "baú" do Sociedade

Mundo terá mais aparelhos conectados do que pessoas até o final do ano

Claudia Tozetto, iG São Paulo
"Dispositivos conectados devem representar duas vezes a população mundial em 2015, quando cada pessoa terá, pelo menos, dois aparelhos
O número de dispositivos conectados a internet deve superar a população mundial, que é de quase 7 bilhões de pessoas, até o final de 2011, indica estudo da Cisco, fabricante de equipamentos de telecomunicações, divulgado hoje. Em 2015, este número equivalerá a duas vezes a população mundial. Cada pessoa terá, em média, dois dispositivos conectados à internet, o dobro da média registrada em 2010 pelo mesmo estudo.


Postado em 01/06/2011

A quem interessar possa


Do:G1
A propaganda televisiva e radiofônica se estenderá até o dia 2 de outubro, três dias antes do primeiro turno. Em caso de segundo turno, a data-limite para o início do novo horário eleitoral gratuito é 11 de outubro, 15 dias antes do pleito. O horário termina no dia 24 de outubro, dois dias antes do segundo turno.

É por aí?

O mundo perdeu a graça

Por: Enrique Coimbra 
Máquina de escrever
Máquina de escrever Foto: Fabio Seixo
Não tenho paciência pra ir ao cinema. Não consigo gostar de balada. Tô de saco cheio das ficadas que não levam a nada. Pra que comprar pão se existe delivery de pizza? Estou tão enjoado dos meus amigos que até cancelei assinatura de feed no Facebook... Insira aqui um suspiro profundo, porque o mundo perdeu a graça: quando tudo é previsível e cansativo, não resta outra opção a não ser ficar em casa.
E só os deuses egípcios sabem que meu coração das cartas tá morrendo. Quando brigava bastante com meus pais, estar longe de casa era essencial. Viver nas ruas, rir com o grupinho e tomar grandes doses de vinho perto do cemitério era o cenário ideal de uma vida movimentada, com adrenalina pra manter meu senso de aventura no alto.
Cinco anos depois, não quero adrenalina. Talvez passar pela casa dos 20 seja a razão de enxergar minha casa — agora em paz — como um farol de repouso, de respiração, o lugar mais seguro de todas as dimensões. Por isso, dificilmente ponho o pé pra fora. Quando ponho, é pra conhecer gente nova (porque velhos conhecidos não têm mais nada a oferecer) ou por obrigações que ainda não consegui me livrar.
Larguei faculdade e estágio pra me dedicar por inteiro aos meus projetos de livros e site, que acabo me enxergando como um desses escritores clichês: sozinho por opção, psicologicamente ferrado, pseudo-hipster com uma câmera analógica na mão, bebendo oitocentas canecas de café por minuto e escrevendo sobre amor sem conseguir vivê-lo por preguiça de relacionamentos. Se substituir o café por água, deus, esse sou eu no meu melhor momento.
Porque o mundo perdeu a graça e o que tá dentro da minha cabeça é muito mais legal de explorar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

CONVITE ACL



CONVITE

A Academia Campista de Letras
convida
Palestra com a Acadêmica e Pós-doutora em Semiótica

Arlete Parrilha Sendra
Tema: Em voz espelhada, José Cândido de Carvalho registra o enigma em movimento da mulher.
Dia 22 de setembro
19 horas


Academia Campista de Letras – Praça Dr. Nilo Peçanha (Jardim São Benedito) – Campos dos Goytacazes
ENTRADA FRANCA

ULTRAJE A RIGOR NADA A DECLARAR (Video original )

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vamos prestigiar?


SEMINÁRIO NA UENF


Hélvio Santafé morre neste domingo aos 89 anos


 Do:Campos.24horas

domingo, 14 de setembro de 2014    -    Foto: arquivo
Helvio SantaféO professor, escritor e técnico esportivo Hélvio Santafé, 89 anos,  morreu na manhã deste domingo (14), após sofrer parada cardiorrespiratória na UTI do Hospital dos Plantadores de Cana, onde estava internado desde a última segunda-feira.
O velório acontece a partir desta noite, no ginásio do Automóvel Clube, e o sepultamento será na manhã de segunda-feira.
Campista apaixonado por Atafona, estudou e foi professor de educação física do Liceu de Humanidades de Campos.
Ele foi primeiro colunista social de Campos, e autor de diversos livros, como  “Ídolos do nosso esporte: A história esportiva de Campos” , “Brummell, o society que virei” e “Os bares do pontal”,”Atafona vento nordeste”, entre outros.

sábado, 13 de setembro de 2014

A gente se habitua


                                                      Walnize Carvalho
                    
                    E porque há de se viver e agradecer todos os dias o dom da Vida é que me peguei em divagações .
                    É... Quase tudo mudou e a gente acaba se habituando as mudanças.
             A gente se habitua  e porque - repito – há de se viver e agradecer o dom da vida. E nessa vivência somada à experiência, a gente se habitua com a ausência da  família reunida; do abraço apertado,do aperto de mão...
           A gente se habitua com a falta de gentilezas, de afagos e sorrisos...
           A gente se habitua a esperar horas por um telefonema ou - quem sabe- uma mensagem:- Como passou seu dia?... 
           A gente se habitua a dar “um bom dia” para as pessoas em seu caminho sem receber, muitas vezes, a saudação de volta...
          A gente se habitua a não ser notado nas filas, nos meios de transportes, nas calçadas...
           A gente se habitua ao tempo de espera; à falta de tempo, de buscar no tempo o tempo sem tempo de voltar...
          A gente se habitua a assistir e conviver com :  corrupção, destruição, poluição, mar de lamas sem nem  mesmo olhar o mar,  espiar o luar ou  buscar alguém para falar...
         A gente se habitua a mensagens virtuais, a redes sociais, esquecendo o perfume das cartas, a melodia das vozes, o calor dos abraços...
         E depois de tanto costume adquirido - talvez- para não se perder, para não se ferir, para não se machucar, a gente se habitua a poupar a vida que - paulatinamente -   se desgasta, e se esvai em silêncios.




sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Que pena, prefeita....

Parece que tem comício de Garotinho hoje na Praça São Salvador. Imagino que nossa querida prefeita esteja deixando tudo "nos trinques" para o maridão. Pena não ter este mesmo zelo e cuidado com áreas menos nobres e vistas da nossa querida cidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Agende-se





PROGRAMAÇÃO DO MUSEU HISTÓRICO
DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

IV CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA
SETEMBRO
DATA
HORÁRIO
EVENTOS
05/09
(Sexta-feira)

19h - 21h
FESTIVAL DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIA
Organização do Departamento de Literatura da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima.
12/09
(Sexta-feira)
19h
ABERTURA DAS COMEMORAÇÕES DO ANO HERVÉ SALGADO RODRIGUES
 Auditório do Museu Histórico de Campos dos Goytacazes.
19/09
(Sexta-feira)
19h - 21h
CAFÉ LITERÁRIO ANTÔNIO ROBERTO
No espaço do Café do Museu Histórico de Campos dos Goytacazes.


21/09
(Domingo)

09h
Inauguração da Exposição Temporária intitulada:
“BANDAS MUSICAIS - HISTÓRIA, TRADIÇÃO E LEGADO”
Retreta da Banda Euterpe Sebastianense (1903), saindo do Museu Histórico para a Praça do Santíssimo Salvador.

14h
“BANDAS MUSICAIS - HISTÓRIA, TRADIÇÃO E LEGADO”
Retreta da Banda Lira Conspiradora Campista (1882), saindo do Museu Histórico para a Praça do Santíssimo Salvador.
24/09
(Quarta-feira)

20h - 21h
SÉRIE CLÁSSICOS NO MUSEU
Duo de Violino e Piano, com o Solista Carla Rincón e Pianista Viviano Sobral.

26/09
(Sexta-feira)

18h
ABERTURA DA IV CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA
Palestra e Apresentação Musical.
Inscrições e Credenciamento na Recepção do Museu Histórico de Campos dos Goytacazes.
27/09
(Sábado)

09h - 18h
IV CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA
Palestras, Reunião das Câmaras Técnicas, Plenária e Eleição do novo Conselho Municipal de Cultura.


28/09
(Domingo)

09h
“BANDAS MUSICAIS - HISTÓRIA, TRADIÇÃO E LEGADO”
Retreta da Banda Lira Guarani (1893), saindo do Museu Histórico para a Praça do Santíssimo Salvador.

14h
“BANDAS MUSICAIS - HISTÓRIA, TRADIÇÃO E LEGADO”
Retreta da Banda Operários Campistas (1892), saindo do Museu Histórico para a Praça do Santíssimo Salvador.

Telefone de contato para agendamento de visitas: (22) 27285058

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

DIVULGAÇÃO DE PALESTRA

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DE CAMPOS

Palestra do professor Danilo Marcondes – “A Descoberta do Novo Mundo e o Ceticismo Moderno” – 

Dia: 10/09/14
Horário: 16 horas

Local: Auditório da Universidade Federal Fluminense – UFF – Rua José do Patrocínio, 71/75 – Centro – Campos dos Goytacazes.
Prof. Dr. Luiz Claudio Duarte
________________________________________________
Chefe do Departamento de História de Campos - CHT

"Chorar" é tudo de bom!


Mais uma noite de Choro & Cia. no Trianon

Gênero nascido na segunda metade do Século XIX, o Choro volta a ser
destaque no foyer do Teatro Municipal Trianon, na próxima quarta, 10
de setembro, em mais uma edição do projeto Choro & Cia., parceria
entre a Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima e o Clube do Choro &
Cia., patrimônio imaterial da cidade.

Em apresentação marcada para começar às 20h, o Conjunto Regional
Carinhoso vai, mais uma vez, promover uma viagem aos clássicos que
imortalizaram o gênero, consagrando nomes como Pixinguinha, Jacob
Bandolim, Waldir Azevedo, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Joaquim
Callado e tantos outros mestres da música.

O Regional é formado pela cantora Alba Valéria (voz e coordenação), os
músicos Eumir Gama (violão sete cordas), João Ernesto (bandolim),
Mailton Gonçalves (violão seis cordas), Valzinho (pandeiro), Júlio
César Ferreira (cavaquinho) e Dalton Freire (flauta).

Como sempre acontece, o grupo recebe convidados especiais, dando
prosseguimento à política de valorização dos artistas da terra
proposta desde o início do projeto. Nesta edição, sobem ao palco a
dupla Cacá Morsh e Victor Rangel, com clássicos da MPB,  e os músicos
da centenária Lira Guarany entoando alguns  dobrados de seu
tradicional repertório. No intervalo poético, quem se apresenta é
Artur Gomes. O ingresso custa R$ 1.

sábado, 6 de setembro de 2014

A “morte” da independência


Walnize Carvalho
Sete de Setembro, de idos setembros.
A expectativa pelo dia do Desfile da Independência tornava ávido meu coração estudantil e - posso afirmar - da maioria da meninada da escola.
  Nos dias que antecediam o grande acontecimento,o ginásio do Instituto de Educação lotava de alunos e professores em tardes de ensaio. A formação dos pelotões; a indicação dos que levariam bandeiras; o aconselhamento dos mestres quanto a postura (tanto corporal como comportamental) era repetido à exaustão.
Ao término seguia para casa imbuída de entusiasmo, ainda com o “ratimbum’ dos tambores nos ouvidos.
        Chegada do grande dia.
        O uniforme impecavelmente preparado pelas mãos habilidosas de mamãe,(tanto o meu, como o de minhas irmãs) aumentava nosso orgulho pelo que dever cívico, queríamos demonstrar na avenida.
        E assim...
       Avenida Alberto Torres.
         Em frente ao Balalaica, posicionados nossos pais ,tios e primos vibravam não só com o desfile de instituições, entre outras (que me ocorrem agora):Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Guarda Municipal, Moto Clube de Campos; Legião dos Veteranos de Guerra; bandas municipais bem como com  as Escolas: Liceu,Agrotécnica,Auxiliadora, Nilo Peçanha ...e o nosso Instituto de Educação.
        Estanco as lembranças e imediatamente a imagem de um Desfile,que ficou gravado em minha memória reaparece com nitidez perfeita.
Recordo que todo ano um fato se repetia:Eu, estudante ginasial (a mais baixinha da sala) sempre me frustrava no ensaio no pátio da escola, quando eram formadas as filas para o desfile de 7 de setembro. E a frustração era maior porque ao sair à rua,na data da comemoração da Independência, lá estava eu, na última fileira,na "rabada"(conforme falavam à época).
        Resolvi tirar proveito da situação e no ano seguinte levei meu bom humor para a avenida.Aproveitando a distração dos professores dava acenos,brincava com os que estavam do lado de dentro da corda de isolamento,recebia deles copos d'água e até picolés.Tudo isso numa irreverência nada comum naquele tempo...
       E eis que no memorável ano de 1967, a novidade: A professora resolveu me agraciar, dando-me a missão e responsabilidade de sair à frente de um pelotão carregando a Bandeira Nacional!
Ao formar a fila foi que me dei conta de que era "O pelotão das baixinhas"!...
Daí pra frente desfilei com garbo,afinal,não poderia perder a pose nem o patriotismo. Mas, a bandeira pesava, o rosto ruborizava, o suor escorria pela face e o olhar atento, dos que ali estavam assistindo o desfile, faziam-me quase tropeçar nos próprios passos...
   Tentando manter a compenetração, pensava: - Tudo pela Pátria! Mas ano que vem quero estar lá no meio das minhas colegas, pois nessa posição de destaque acabei“matando” minha independência ,ou melhor, a liberdade de marchar junto a elas pelo mesmo ideal.

       Refeitas as lembranças, reconheço que nada faz sepultar em mim a admiração dos que fazem do “Sete de Setembro” um momento de reflexão sobre o nosso país. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Entrevista com a escritora Martha Medeiros


Do UOL, em São Paulo
Entrevistada do programa da TV Cultura "Roda Viva" da última segunda-feira (2), a escritora Martha Medeiros defendeu a arte e a cultura como formas imprescindíveis para "combater a ignorância". Ao falar sobre o caso do menino Bernardo - que supostamente foi morto pela madrasta com o consentimento do pai -, ela tratou o ocorrido como um "problema de formação das crianças dentro das famílias brasileiras".
"As pessoas tratam muito mal das crianças. Temos que combater esse tipo de coisa combatendo a ignorância. Aí entra uma formação familiar que a gente não tem. A pessoa ouve um pagode e acha que tem arte em casa. É necessário uma formação cultural que envolva filosofia, psicologia, noções básicas. Mas não basta só ir ao colégio. Acho que existe um vazio existencial dentro das pessoas que a arte pode preencher e resultar em famílias mais harmônicas. Acho que a cultura é tão fundamental para tudo isso para combater a ignorância", discursou ela no programa,
Dona dos bestsellers "Trem-Bala", "Doidas e Santas", "Divã" e conhecida por falar sobre assuntos amorosos/cotidianos, Martha defendeu  a legalização do aborto e ainda criticou a visão de que a mulher nasceu para a maternidade. Para ela, o aumento de mulheres que não querem ser mães faz parte da sociedade atual.
"Eu acho uma consequência natural da independência feminina. Antigamente, a gente não tinha muitas opções de realizações a não ser ser mãe. É uma sacanagem com as mulheres. A gente divulga muito o lado sublime e omite o lado encrenca da coisa. Porque é muito difícil e tem muitos problemas. Acho muito latino essa passionalidade de ser mãe.  Primeiro ser mãe depois o resto, é uma coisa que eu não compartilho. Tudo é importante", disse a escritora, que acha que a maternidade é "mais uma aventura da vida".  Ela é mãe de duas mulheres.
"Não gosto que me vejam como guru"
Durante a entrevista, Martha foi questionada sobre qual era a sua receita para conquistar leitores fiéis em um país que pouco lê. Sempre fugindo de rotulações, ela contou que começou escrever como um processo terapêutico para narrar suas angústias. Segundo a escritora, foi uma tentativa que atraiu o público.
No entanto, ela acredita não ser um guru e que não está apta para dar dicas sobre as relações cotidianas. "Não gosto muito de me verem como guru. Parece uma coisa messiânica. É muito fácil entender as coisas por escrito. Me atrapalho todos os dias como qualquer outra mulher. Estamos vivendo em um mundo exibicionista. E eu falo o que acontece entre quatro paredes. Ai as pessoas sentem identificação", explicou ela.
Martha Medeiros acaba de lançar a antologia composta pelos títulos "Liberdade Crônica", "Felicidade Crônica" e "Paixão Crônica" para comemorar seus 20 anos como cronista de jornal - atualmente nos jornais "Zero Hora' e "O Globo".